Resenha: Feios, de Scott Westerfeld

Tinha visto "Feios" em uma bookshelf tour. A princípio não me interessei tanto, mas depois fiquei pensando: por que um livro tem a capa com uma menina bonita e se chama "Feios"? Resolvi procurar. Não li nada chamativo. Então, em uma dessas promoções de 9,90 do submarino, decidi comprar. E ah, foram os 9,90 mais bem investidos da vida.


O livro fala sobre Tally, uma menina de quase 16 anos que vive em um mundo futurístico. Com 14 anos, todos os adolescentes são levados para um alojamento, em um lugar chamado Vila Feia. Com 16 eles passam por uma cirurgia de grande porte, onde substituirão desde seus ossos até moldar novamente suas feições, aumentar os olhos, raspar a pele para deixá-la sem imperfeições, retirar todas as possíveis doenças e, no final de tudo, se tornar Perfeito.
Após a cirurgia, o novo perfeito é levado para Nova Perfeição, a cidade onde todos vivem até uma certa idade. Lotada de festas, pessoas perfeitas e diversão onde os feios não são permitidos. O governo explica a cirurgia dizendo que os Enferrujados (no caso, nós, dos tempos de hoje), brigavam por diferenças raciais, por um ser mais bonito que o outro, por religiões diferentes, essas coisas. Então, com o passar dos anos, a tecnologia aumentou e eles decidiram acabar com todas as diferenças para que não houvessem mais guerras e sim, todos iguais. Todos perfeitos.


Tally tem um amigo, Peris, que se torna perfeito 3 meses antes dela. Nesse meio tempo conhece Shay, uma menina que lhe conta um enorme segredo, que pode mudar tudo, inclusive o sistema de governo e a sua transformação em perfeita, que era seu sonho.
Depois de se ver obrigada pelas circunstâncias, Tally deve ir atrás desse grande segredo e desmascará-lo... Mesmo que ela mude de idéia.
O livro é repleto de críticas sociais. É uma distopia que te surpreende a cada página.


Bom, esse livro é... perfeito.