Conto: Fantasmas


Fantasmas

A lua rompe a linha. 
E a lua sobe em círculos girando em torno de si mesma lançando luz aos escolhidos.
E então nós voamos, e aqueles que não podem voar são coisas tristes e solitárias. 
Pois nós somos fantasmas.
Nós somos os fantasmas que correm por aquelas colinas.
Fantasmas que agitam as folhas das árvores e que gelam os seus pés descalços.  
Nós somos os fantasmas e pressionamos os pulmões do mundo, deixando apenas lembranças geladas.
A montanha que cantava agora se sente solitária e ferida, e por isso eu parti. 
Mas eu voltarei na primavera, onde o seu coração voltará a se aquecer.Pois eu sou o fantasma.
Eu sou o fantasma que corre por aquelas colinas. 
Que agita as folhas das árvores.
E que gela os seus pés descalços. 
Sou o fantasma que pressiona seus pulmões e leva embora todas as suas lembranças de verão.

Autor: Gabriel Antunes


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