Os Pilares da Maldição, de J. C. Icheart

E aí? Tudo bem? Hoje vim falar de algo muito importante que eu já estava esperando desde o ano passado: o livro do Júlio, um dos nossos administradores. Ele demorou cerca de 8 anos pra escrever tudo e, por algum motivo que até agora não entendi, não lançou por nenhuma editora, e sim por um site, o Clube dos Autores. Como acompanhei de perto, posso dizer que não foi fácil chegar até aqui. Pode parecer clichê, mas um dos obstáculos eram: ter que reescrever tudo como rascunho no celular, porque a mãe não o deixa mexer no computador. Teve de trabalhar em uma lanchonete pra ter dinheiro, já perdeu tudo que tinha escrito três vezes... O livro se chama Os Pilares da Maldição. É o primeiro livro da série Xadrez Macabro, que provavelmente terá seis livros. Eu tenho o pdf aqui (óbvio, vai que ele perde tudo de novo?) mas ainda não li tudo. Quero ler o livro físico. A capa está linda e a história é incrível.
Sinopse: Uma guerra civil prestes a eclodir no mundo torna o caos e a destruição vizinhos próximos. Não há onde escapar se o seu maior inimigo é alguém que você ama. Ou pior: você mesmo. Com motivos enraizados no ataque do World Trade Center, uma nação elevada, em âmbitos econômico e social, se volta para toda a raça humana, pronta para começar uma guerra jamais vista e se vingar dos erros cometidos durante os séculos. Em um caos onde os pilares são abalados, nem mesmo os mais poderosos escaparão do encontro fatal com o mais cruel jogador de todos: a morte.

Fico extremamente feliz com tudo isso e mais feliz ainda porque existe uma personagem que sou eu! O nome dela é Sarah e também estou nos agradecimentos. Lindo, né? Até meu namorado entrou nessa.


E agora, uma surpresa: Júlio permitiu que eu postasse a introdução do livro, que ninguém havia lido ainda. Só contém no livro. Aqui vai:


"Uma breve introdução
Após o término da Guerra Fria em 1989, o mundo se deparou com uma nova situação: a de poder absoluto do sistema capitalista e de seus comandantes. Então, o presidente da ONU, junto dos respectivos líderes mundiais se sentaram e começaram a arquitetar uma forma mais simples de viver, uma em que os países poderiam se relacionar facilmente sem que tivessem de sofrer certas "barreiras socioculturais". Então eles estipularam o que viria a se chamar depois de Nova Ordem Mundial, na qual todos seriam obrigados a aprender de forma fluente a língua inglesa.     A moeda que se tornaria vigente por todo o mundo seria o dólar. Claro, houve países que foram totalmente contra e foram massacrados: China, Iraque, Bélgica, Austrália... Todos foram dizimados e, em menos de dez anos depois, o Sistema De vida, o SV, foi implantado com vigor.
Com os EUA como centro mundial, o Presidente enriqueceu, mas esqueceu de um grande inimigo: o Vorëgard. País monárquico onde habitam seres antigos que andavam sob a terra antes mesmo dos humanos, eles tinham capacidade suficiente de se auto-suprir, sem precisar importar qualquer coisa dos outros países, já que viveram todos os anos com um sistema político próprio, moedas próprias, fontes de matéria- prima própria... A Rainha começou a chamá-lo com mais frequência de seu nome traduzido: o sobmundo.
E, como estava nas rédeas deste país forte, a Rainha se fechara para propostas e começou a tentar crescer seu continente: o Vorëgard começou a parecer inexpurgável... até os Estados Unidos e a SV começaram a atacar a costa próxima à Cidadela Real. A Primeira-Ministra, vendo o que acontecia, foi até o Oriente Médio em nome da Rainha e fez um trato com Sing Alemberg, pedindo para que se unisse a eles e atacassem os Estados Unidos.
O ataque foi feito: o World Trade Center caiu, mas os Estados Unidos não aceitou a derrota. Como mantinha o Vorëgard em segredo da grande massa pelo aperitivo dos seres voregardenses por carne e sangue humano, eles acusaram apenas o Afeganistão de causar o ataque.
Excluindo, assim, o Vorëgard do alvo, os Estados Unidos se aproveitou para ganhos de matéria-prima em abundância em países do Oriente Médio e mandou um enviado para o Vorëgard com termos de paz, mas este enviado nunca voltou.
E o Vorëgard ficara em silêncio.
Em toda a parte, as Áreas — divisões quase estatais dividas para os povos voregardenses — começaram a se separar. Uma grande parte dos aeroportos foi fechada, deixando apenas um na Devastação de Vlad e outro na Capital do Vorëgard, Werà'warl, lar da Rainha e sua corte cruel.
As religiões também estavam em conflito, embora a Primeira-Ministra e a Rainha mantivessem ambas as fés em mínimo conflito possível.
Mas, embora tudo estivesse aparentemente calmo, era apenas o respirar antes da tempestade. Tudo iria eclodir, trazendo para o mundo uma nova aurora: uma da qual a Rainha beberia o sangue daqueles que a atacaram e subjugaram.
Os humanos finalmente entenderiam claramente o apelido que deram à espécie da Rainha. Temeriam perder suas vidas e veriam, em pânico, que os contos de fadas que eles contaram sobre os bebedores de sangue não passavam de história para crianças pequenas."