Bienal do Rio 2013

E ai? Hoje vou falar (muito) sobre como foi o meu dia na Bienal do livro do Rio.
OBS.: O post é grande mas vale a pena ler até o final.
Fui ontem, dia 7/9. Cheguei ao meio dia e saí depois das oito. O dia foi bem cansativo: não aguentava mais andar pra cima e pra baixo no pavilhão azul com sacolas, bolsa e câmera (pesada) pendurada no pescoço. Sempre que ficava pesado, encontrava meu pai e deixava as sacolas com ele. Como já disse no post anterior, Rafael ficou na fila pra pegar a senha do bate-papo do Eduardo Spohr, e eu nem me liguei em deixar as sacolas com ele ou pegar a minha mochila, que estava dentro da mochila dele (pois é!). Tinha que andar com a mão na lente da câmera, porque era tanta gente que sempre alguém esbarrava. As filas estavam imensas. Em algumas livrarias, o acesso estava sendo feito por filas: fila pra entrar, pagar, sair, tirar fotos. Sim, tirar fotos! 
O stand da LeYa tinha uma fila imensa pra pagar e maior ainda pra tirar foto no Trono de Ferro. Eu queria muito tirar uma foto lá, mas, sinceramente... Ficar na fila um tempão pra uma foto não é lá algo que eu faria. Eu queria muito, muito mesmo, ter comprado o livro do Clube da Luta. Peguei-o, fui até a fila e desisti. Era enorme. O livro estava dois reais mais barato do que vi na internet. 32 reais, com desconto.


No stand da Globo, comprei dois livros: Admirável mundo novo (Aldous Huxley) e O livro da psicologia (aquele laranja e amarelo de capa dura, lindo, sabe?). O atendimento foi bom quando eu precisei de ajuda, mas, na hora de pagar... Que fila ridícula. Fiquei mais de meia hora com os livros na mão, a fila dava voltas. O pessoal que tinha cartão ia passando na frente e os que iam pagar com dinheiro ficavam lá, esperando. Não tinha nem um marcador se quer pra pegar (tristeza!). Os preços estavam relativamente bons, pelo menos, nos livros que olhei. Algumas fotos do stand da Globo:




O autor de 1808, 1822 e 1889, Laurentino Gomes, estavá lá dando autógrafos e tirando fotos.

O stand da Zahar era fila e preços mais caros que na internet. Acabei levando um livro assim mesmo, O mágico de Oz. Queria mais dois livros que tinham lá, mas estavam (pasmem) 10 reais mais caros do que na internet.
O stand da Suma de Letras estava rápido. Sim, rápido. Eu simplesmente vi o livro, peguei, paguei e saí. Todos os caixas estavam livres. Comprei um livro do Stephen King, À espera de um milagre, e paguei 10 reais. É um livro pocket, mas a folha é amarela (obrigada, Deus!). Ele veio bem lascado na lombada, mas eu não sei se fui eu ou se já veio assim, porque ele veio embaladinho em um plástico e tudo mais. Então, vou desconsiderar, porque pode ter sido falta de cuidado da minha parte mesmo (risos). Só tirei uma foto:

O stand da V&R estava muito bonito, e com preços ótimos (assim que tem que ser! ha). As "amostras" de livros estavam na frente deles, então era só pegar. Comigo, o atendimento foi ótimo também. Perguntei sobre o Diário de um banana e ela disse que estava com 20% de desconto para professores (minha mãe é e estava lá, mas nem comprei) e infelizmente nem me lembro qual era o preço normal. Não tirei foto do stand, mas dos folhetos que peguei:


Ouvi falar bem de Maze Runner, e quase, quase mesmo, comprei. Só que: eu estava com 230 e poucos reais, e precisava guardar pra comprar O chamado do cuco (Editora Rocco), da J.K, que lança dia primeiro de novembro. Deixei pra lá. Mas me arrependi um pouco depois, porque Maze Runner estava 30 reais. 10 reais mais barato do que eu vi na internet.

O stand da Rocco estava uma loucura. Assim que saímos, os livros de As vantagens de ser invisível e Jogos Vorazes não estavam mais lá. Fui tentar comprar Harry Potter e as Relíquias da morte, mas já havia esgotado. Pra pagar foi tranquilo. Só tinham os folhetos de O chamado do cuco. Comprei As vantagens de ser invisível (a propósito, gostei muito do filme e do estilo carta do livro, depois faço resenha) e Gata Branca, da Holly Black. 



Nos dois, paguei 55 reais. Tinha 20% de desconto em cada livro. Se fosse na internet, eu iria pagar de 64 à 70, então achei bom. O atendimento foi meio ruim. As páginas dos dois são brancas, o que eu sinceramente não gosto. Mas... enfim.

O stand da Giz Editorial estava praticamente vazio. Fui lá atrás de Cira e o Velho, e me deparei com ninguém mais, ninguém menos que Walter Tierno, o escritor do livro. Ele estava sentado em uma mesinha de vidro na frente do stand, e logo que vi pensei que fosse ele mesmo. O vi autografando um livro e fiquei super feliz. Comprei com desconto à vista, de 29 por 26. Foram muito simpáticos comigo. Fui até o Walter e ele foi incrível. Perguntei se podia tirar uma foto, ele disse que sim, então pegou o meu livro e começou a desenhar (!!!) a Cira, personagem do livro. Passou o lápis, depois a caneta preta e a vermelha. Achei super dedicado. Depois escreveu uma "dedicatória" na parte de cima e assinou. Assim que agradeci, fui dar "dois beijinhos no estilo carioca" e ele logo perguntou: "Aqui no Rio são 3, né? Sempre confundo." Espero muito desse livro. Assim que eu o ler, vou fazer um post sobre isso e resenha. Aí eu posto a foto da dedicatória, desenho, etc etc etc. Fiquem na curiosidade até lá. 


Por fim, o stand da Intrínseca. Na hora que vi a fila, desisti 3 vezes. Sério, 3 vezes mesmo. Andei o pavilhão azul todo até resolver voltar lá. Toda vez que via a fila pra entrar, voltava. Mas, felizmente, resolvi ficar. Entrei na fila com o Rafael (meu namorado e também é da equipe do blog) e ficamos lá por, sei lá, uns 2 minutos. Entramos muito rápido. Os preços estavam normais. Espera. Um livro não estava com preço normal: Delírio. Na minha lista (sim, eu levei uma lista. Toda hora parava e abria a lista no meio das pessoas, não quero nem saber) Delírio estava presente. Olhei a bancada e só vi Pandemônio, da mesma série. Mas então, ouvi a pérola: "Delírio está por 5 reais!". Cara, olhei pro lado e peguei tão rápido, mas tão rápido, que nem lembro da cena direito. Era o penúltimo e não vi ninguém repondo depois. Imagina a felicidade da criança. 
Peguei Extraordinário, O Herói Perdido e Delírio. Fomos até a fila e ficamos uns 20 minutos, mas valeu a pena. Ganhamos 10% de desconto e pegamos muitos (ênfase: muitos mesmo) marcadores, panfletos, amostras etc. Gente, era absurdo. Estava exposto, nós pegávamos e a atendente falava: "Sim, é pra pegar. Podem pegar o que quiserem", e, pois é, pegamos mesmo. Ganhei um botton de A culpa e das estrelas. Fiquei muito feliz – tão feliz que saí de lá pulando, de verdade–, porque sou apaixonada por esse livro (clichê, né? Eu sei, hoje todo mundo ama John Green. Mas, fazer o que? O cara é fera). Era pra eu ter ganhado o botton de Extraordinário, mas dei uma "conversada" lá e a atendente me deu o outro. Se você foi a mulher que me deu o botton, serei eternamente grata.

Sobre as outras editoras, como Novo Conceito, e livrarias, como a Saraiva: Lotadas. Stands lindos. Depois posto mais fotos sobre a bienal, se não o post fica maior ainda.
Só uma coisa que achei extrema falta de cuidado: nós precisávamos sair de muitos stands pra pagar e não havia "segurança" em muitos deles. Já soube de livros que foram levados. Vi um livro sendo passado pra fila do pagamento por cima da parede do stand, e não seria difícil a menina sair de lá sem pagar.
Bom, é isso. O post ficou grande mas falei grande parte do que queria. Certas coisas que vi por lá vou fazer posts separados.
Aqui vai uma foto de como voltamos:



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Beijos,
Bruna